Introdução à Teoria das Cordas

19-12-2008 13:33

 

Talvez, os artigos anteriores sobre a teoria das cordas não fossem satisfatórios. Por isso, farei aqui 10 artigos somente sobre o assunto “Teoria das Cordas”.

Por que a teoria das cordas é tão especial? O que ela tem de diferente? Essas são perguntas que tentarei responder.

A Teoria das Cordas surge quase como por um acidente, quando um físico, Gabriele Veneziano, fazia uma pesquisa sobre a força forte ( a qual pode ser ignorada para este artigo) e acabou descobrindo uma relação surpreendente entre a força forte e uma equação matemática descoberta a mais ou menos dois séculos antes. O que ocorre é que Veneziano não sabia como explicar o porquê dessa relação. Então, algum tempo depois, contando com a ajuda de vários físicos, foi descoberto que se existissem certos fios mínimos, tais como fio dentais ou ligas elásticas (diminuídos trilhões de vezes) que fizessem com que as partículas envolvidas na força forte pudessem se comunicar entre si, então a relação descoberta por Veneziano faria sentido. Para essa suposição de existência de fios mínimos foi dado o nome de “Teoria das Cordas”.

 

Como a teoria das cordas resolve o problema entre a relatividade geral e a física quântica?

O problema existente entre a relatividade geral e a física quântica é que, enquanto que a relatividade geral supunha que o tecido do espaço-tempo fosse suave e macio, a física acredita arduamente que o tecido do espaço-tempo, visto em escalas ultramicroscópicas, é imensamente agitado e frenético.

IMAGEM: https://cienciahoje.uol.com.br/images/chdia/n431b.jpg

Então, o que faz a teoria das supercordas? Como para a teoria das superordas os elementos primordiais do universo são as cordas, não há sentido em examinar qualquer coisa que seja menor que uma corda, porque simplesmente, essa “coisa” não existe. Portanto, como as cordas põem um limite no tamanho mínimo que qualquer coisa pode obter. Sendo assim, aquela agitação quântica é imensamente reduzida e o tecido do espaço-tempo volta a ser mais suave e macio. Sendo assim, pelo menos em tese, já teríamos a teoria unificadora. Porém ainda há muitos problemas.