Teoria das Cordas --- Parte 7

06-01-2009 14:41

 

Já sabemos que de acordo com a teoria das cordas, os elementos mais fundamentais do universo seriam as cordas, as quais, ainda de acordo com a teoria das cordas, constituiriam tudo o que existe em nosso universo (ou, como vimos, em nosso multiverso). Por esse e outros motivos, imaginamos as cordas sendo microscópicas, ou melhor, ultramicroscópicas. Porém, existe um fato ainda não mencionado neste e nos outros artigos antecedentes.

A teoria mais compatível com o início de nosso universo é a teoria do big bang. Até aqui, nenhuma novidade para você, leitor. Porém, um aspecto que nem todos conhecem sobre a teoria do big bang é que ela, segundo se crê, apresentou um período inflacionário que ocorreu em menos de um milionésimo de segundo após o big bang. Esse surto inflacionário foi acrescentado ao modelo-padrão do big bang após a análise de campos de Higgs (que não são importantes para este artigo). O período inflacionário também explica diversos fenômenos que o modelo-padrão do big bang era incapaz de explicar ou não explicava de uma forma convincente.

E o que a teoria das cordas tem a ver com isso?

Sabemos que provar a existência das cordas experimentalmente será um teste muito difícil. Somente aceleradores de partículas muito potentes poderiam fazê-lo. Tão potentes que talvez o ser humano nunca consiga construí-lo. Mas talvez exista uma outra forma. E esta parece ser muito mais fascinante.

O período inflacionário fez com que estruturas mínimas se tornassem gigantes estruturas. É como se você tivesse feito um ponto em um balão com uma canetinha e depois inflasse o balão. Mais cedo ou mais tarde o ponto duplicará, triplicará de tamanho. O mesmo parece ter acontecido com o universo durante o período inflacionário. Mas, ao invés de duplicar ou triplicar de tamanho, as estruturas cresceram mais de trilhões de vezes.

A pergunta é: É possível que a inflação tenha “esticado” uma corda a ponto de ela ser vista a olho nu? E se sim, esta corda poderia ainda estar presente em nosso universo e ser vista até hoje?

As duas questões permanecem sem uma resposta definitiva. Mas quem sabe você, leitor, ao olhar para o céu, não nos dá uma resposta?